Uma pequena análise de fatores que nos cercam através de um olhar pessoal. É uma obra de ficção, nem as datas ou os fatos mencionados correspondem a fatos reais, apenas em experiências similares
sábado, 9 de março de 2013
Rio de Janeiro, 23 de abril de 2003.
Rio de Janeiro, 23 de abril de 2003.
Vida, voltei!!! Nossa quanto tempo que não escrevo, nunca pensei que um dia isso fosse realmente voltar a acontecer! Eu, ficar nas nuvens e ao mesmo tempo numa fossa profunda por causa de um grande amor! (ou mais um grande amor)
Mas a nossa sorte é que existe à noite entre os dias, e o tempo é a melhor arma para nos fazer esquecer e curar tudo que acontece em nossas vidas. E nada melhor que um grande sentimento para render grandes reflexões e grandes estórias.
Vivi uma grande paixão e a perdi (o que normalmente acontece com grandes paixões) e isso me fez refletir sobre esses sentimentos de amor, posse, perda, perdão, rancor, dor, alegria, cumplicidade, ciúmes, enfim, tudo que passa pela nossa cabeça e pelo nosso coração.(Aliás, coração não é só uma metáfora quando falamos em amor, pois pode não ser exatamente o órgão em si, mas parece que existe alguma coisa que nos tira a razão e nos faz agir de forma diferente, e como nunca gostei de Kant, não acho que a razão seja absoluta.).
Quando perdemos o que achamos ser uma grande paixão parece que só nos passa pela cabeça aquele sentimento de perda, de achar que não teremos mais aquilo que gostávamos de ter, aquela companhia, aquelas emoções. Mas porque não pensar também em quanto foi bom tudo que passamos no tempo em que estivemos perto da pessoa que nos fez renascer um sentimento tão único.
Acho que a maior parte de nosso sofrimento vem de um ato voluntário que nós seres humanos temos de achar que devemos sofrer, pois assim estaremos valorizando o sofrimento. Mas nunca entendi o porque rimar amor com dor, e não com vigor, ardor...
Bem existe também o lado egoísta que existe em todos nós, temos a necessidade de sermos egoístas, desde pequenos aprendemos que temos que pensar em nós, para que possamos vencer nesse mundo “cão” que nos espera lá fora. E com isso esquecemos de pensar que não vivemos sozinhos, que somos cercados de pessoas que também riem, sofrem, enfrentam dificuldades e tem o direito de escolher o que é melhor para eles.
Agora penso que depois do sofrimento inicial, o quanto foi bom ter conhecido aquela pessoa, que sorte eu tive de ter aproveitado tantos momentos bons ao lado dela, e não sofrer por tê-la “perdido”.
Porque ser tão egoísta, se não deu certo era porque aquela pessoa talvez não estivesse feliz ao nosso lado, e porque manter algo que não esta bom só pelo nosso conforto de nossa idéia de que não podemos perder.
Hoje acho que realmente aprendi o que é amar, amo ver meu ex-amor feliz, amo vê-la rindo ao meu lado, e principalmente amo por ela não ter dado continuidade a algo que não estava bom e ter me dado à oportunidade de aproveitar somente os melhores momentos e o melhor que ela pode me dar.
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